Balanço da 1ª sessão de Debate

Jornadas Culturais | “Porque se fazem as festas?”

18.12.2018

No passado dia 15 de dezembro demos início às Jornadas Culturais | “Porque se fazem as Festas?”, tendo a primeira sessão de debates decorrido em Sendim, Miranda do Douro.

Nesta primeira sessão, que se realizou no Centro de Música Tradicional Sons da Terra e que contou com a apresentação de dois painéis de oradores, debateram-se questões relacionadas com as Festas de Solstício de Inverno, com os motivos pelos quais estas festas continuam a despertar grande interesse nas comunidades locais e com a importância da concretização e renovação destas tradições.

Foram várias as pessoas que fizeram questão de estar presentes neste debate. Na plateia contou-se com a presença de representantes de outros municípios de Trás-os-Montes e de diversas regiões de Portugal e Espanha.

Moderada por Francisco Madelino, presidente da Fundação Inatel, e por Hélder Ferreira, presidente da Progestur, esta primeira sessão das jornadas potenciou uma intensa troca de conhecimento e promoveu a análise contemporânea e multidisciplinar do tema, tendo sido abordadas questões relacionadas com tradições ancestrais, turismo, desertificação, folclore, inovação/renovação de rituais e muitos outros aspetos, analisados com a ativa participação da plateia.

O debate apresentou diversos pontos de vista baseados nas várias áreas de intervenção de cada orador. Na sua composição a sessão teve como oradores convidados, Artur Nunes (presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro), Eduardo Moraes Sarmento (professor e investigador da Universidade Lusófona), Mário Correia (fundador e diretor do Centro de Música Tradicional Sons da Terra), Alfredo Cameirão (Vice-Presidente da Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa e um dos fundadores da Academia de Letras de Trás-os-Montes), Antero Neto (investigador e autor de vários livros sobre os rituais da máscara em Mogadouro) e Jorge Lira (investigador na área da construção e sonoridade da Gaita de foles).

O balanço deste início das Jornadas Culturais não poderia ser melhor! O objetivo de debater o tema, ouvindo todas as partes interessadas e percebendo o impacto destas tradições na comunidade de hoje, foi conseguido.

Além disso, destacamos também o facto de este modelo de debate ter criado a oportunidade de levar a área académica, e em particular a Universidade Lusófona, representada pelo Professor Eduardo Sarmento, até ao território e comunidade onde estas tradições realmente acontecem. Este aspeto foi considerado por Eduardo Sarmento uma mais-valia para a aproximação, estudo e valorização destas tradições, por parte das instituições académicas.

A participação de todos os presentes foi um fator importante para a partilha de conhecimento e para uma tarde bem passada, onde foi visível a satisfação de quem assistia.

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