Pantallas De Xinzo De Limia

Xinzo de Limia completa o considerado triângulo mágico com Laza e Verin, e tem na sua personagem mascarada, a pantalla, o virtuísmo da originalidade e exclusividade, durante os 3 dias que duram o Entroido nesta vila.

Desconhece-se a sua origem, mas há documentos que a remete á Idade Média. A pantalla é um disfarce enérgico e viril mas muito elegante, usado por homens e mulheres de todas as idades mas com muito envolvimento dos mais jovens. A mascara é o que propriamente se chama de pantalla, nome que se estende á personagem, cobre a cara e a cabeça. A parte que cobre a cabeça é feito de cartão grosso com um molde especial que se une á parte correspondente da cara, numa peça única. A cara é feita de um chapéu de feltro que é recortado para fazer a forma do nariz, dos olhos e das orelhas pegadas á máscara.

O feltro molda-se com papel de jornal, farinha e água morna que se deixa secar para que fique duro e assim poder dar-lhe varias demãos de pintura. As cores da máscara são sempre as mesmas: rosa para a cara, e negro e vermelho para o resto. Na parte que corresponde á cabeça há mais liberdade criativa, sendo decorado com figuras astrais ou animais. Tem costurado um pedaço de tecido de qualquer cor na zona posterior para cobrir o pescoço, chamado percalina.

O traje da pantalla é composto por: camisa e calças branca, polainas negras, faixa de cor vermelha na cintura, capa de seda vermelha, negra ou branca, enfeitada com fitas coloridas. Ao pescoço um lenço de mulher atado atrás e à cintura um cinto de coiro repleto de campainhas a toda a volta. Com as mãos enluvadas de branco levam umas bexigas de vaca ou porco insufladas que ao bater uma contra a outra ou contra a mão fazem um estrondo caracteristico. a utilização de bexigas tem conotação com os rituais fertilizadores.

As pantallas percorrem as ruas da vila, em grupo, em busca dos que se atrevem a sair à rua sem disfarce, se é mulher, esta é acossada e ameaçada com as bexigas, se é homem, ou consegue fugir à perseguição das pantallas ou é apanhado e carregado para o bar mais próximo, onde como castigo terá que pagar um copo a todos. São os guardiões da essência carnavalesca.