Entrevista a Hélder Ferreira, Presidente da PROGESTUR
Por André Lopes

Q: Que balanço faz a PROGESTUR do ano 2011?

R: Um ano difícil que obrigou a superar-nos, com um lado positivo, que foi termos conseguido preparar e desenvolver vários eventos com muito pouco tempo de preparação e que acabaram por ter significativo êxito. Por outro lado, tirámos ilações que já nos estão a ser muito úteis, estando hoje já a preparar o ano de 2013 privilegiando os projetos que julgamos com maior potencial e que à partida têm mais apoios, ao contrário do que fazíamos antes, em que algumas vezes nos concentrávamos demasiado em projetos como a "Máscara Ibérica" sem termos garantido os necessários apoios. Estou certo que no futuro todos nós olharemos para o ano de 2011 como o ano em que se deu o arranque para uma PROGESTUR de maior dimensão, presente com eventos em grande parte do País, contribuindo assim para os nossos objectivos de divulgar e afirmar a cultura portuguesa, não descurando a mais-valia socioeconómica que esta pode representar para o País.

Q: Realizaram alguma actividade nova que mereça destaque, em 2011?

R: Destacava a MOART e o (e) namorar no MAP em parceria com o Museu de Arte Popular, enquanto eventos novos. Já o Festival Internacional da Máscara Ibérica em Lisboa teve um assinalável êxito dando continuidade ao crescimento que tem tido ano após ano sendo hoje um dos eventos âncora de Lisboa e reconhecido de interesse turístico internacional pelo TP, o que nos enche de orgulho. Claro que neste caso não podemos esquecer que se trata de uma parceria com a EGEAC e que o êxito deve ser repartido por ambas as entidades. Não posso deixar de destacar a candidatura que foi aprovada no programa PRODER e que nos vai pernitir desenvolver em 2012 um programa de valorização Territorial na Beira Interior Sul em colaboração com a ADRACES. Trata-se de um projeto que queremos que venha a ser exemplo para o País e para o qual a Progestur dedicará parte dos seus esforços no corrente ano.

Q: Sente que a PROGESTUR é cada vez mais conhecida no país? E a associação, é procurada??

R: O facto de a Progestur ser cada vez mais conhecida e reconhecida, foi certamente a razão que nos fez acreditar numa altura tão difícil como foi o ano de 2011. Ao longo do passado ano foram várias as entidades nacionais e mesmo internacionais, que nos contactaram e procuraram o nosso apoio para projectos de grande interesse turístico-cultural.

Em termos nacionais, fomos convidados por vários municípios e associações de desenvolvimento regional e estamos neste momento a desenvolver projectos que vão desde a criação de eventos de dimensão internacional a estudos que envolvem dar visibilidade a marcas e produtos. Já no aspecto internacional, realço o convite que tivemos por parte da cidade de Gijón, nas Astúrias, para apresentarmos nesta cidade, entre 21 e 29 de Julho, uma representação de Portugal no Festival Atlântico, evento onde se esperam mais de 2 milhões de visitantes.

Q: O que podemos esperar para o ano de 2012? Alguma mudança que mereça destaque na forma de abordagem das acções e da actividade, desta associação??

R: Contamos que a Progestur ao longo do corrente ano tenha uma actividade mensal regular, situação que não acontecia anteriormente. Nesta altura já realizámos o (e)namorar no MAP, apresentámos o livro "Mistérios da Semana Santa em Idanha" que mais que um livro, é o início de um projeto académico e de promoção e valorização da região. No proximo fim-de-semana iremos fazer pela primeira vez o "Festival da Primavera e da Flor" a acontecer em Baião. Em Maio temos o Festival Internacional da Máscara Ibérica em Lisboa, e ainda nesse mês inauguramos a exposição "Máscara Ibérica" no museu do Povo das Astúrias em Gijón. Em julho temos o Festival Atlântico, em Setembro o Desfile Máscara Ibérica em Zamora e no final do ano novamente a MOART. Entretanto preparamos a inauguração da exposição "Mistérios da Semana Santa em Idanha" que terá uma itinerância por Portugal e Espanha e estamos a desenvolver esforços para dois grandes eventos no final do ano mas que para já não quero adiantar muito.

Mas não podemos esquecer que outros projectos como a "Rede Ibérica da Máscara" podem a qualquer momento ter novos desenvolvimentos. A tudo isto temos de juntar algumas novas ideias que estamos a trabalhar internamente e que espero nos próximos meses possam ser apresentadas.

Em suma, estamos a fazer tudo para que 2012 seja um ano de consolidação de trabalhos realizados, adoptando novas práticas, com a ambição de crescer no plano nacional e internacional, trabalhando em prol da nossa cultura, das nossas gentes, de Portugal.

Esta é uma visão para a valorização e afirmação da nossa cultura, como verdadeiro factor de crescimento económico sustentável. Mais do que o futuro da nossa associação, estamos comprometidos em contribuir para que os locais, regiões e o país, possam encontrar no seu património cultural e nas indústrias criativas, uma fonte de riqueza, de empreendedorismo e de geração de empregos.
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