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| Ficha técnica |
número: 01
periodicidade: bimensal
coordenador: Manuel Canal
editorial: Helder Ferreira
textos: João Azevedo, Dr. César Ferreira, André Lopes
notícias: Manuel Canal
webdesign: Álvaro Martins, André Lopes
gestora cultural : Beatriz Cordeiro
fotografia: Hélder Ferreira
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Contactos |
telefone:
217 599 141
e-mail:
geral@progestur.net
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Turismo e Cultura em Flash
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O desempenho turístico de Portugal, em 2005, foi bom em número de turistas (+ 4,2% em Dormidas na Hotelaria), mas modesto nas receitas (+ 0,7% em Receitas da Hotelaria), segundo dados do INE de Janeiro a Novembro.
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Estudo da OMT concluiu que:
Apesar da visita a grandes cidades/capitais manter a liderança nas motivações culturais, os turistas procuram cada vez mais novos destinos e destinos mais pequenos.
Também os novos destinos culturais, com serviços e produtos inovadores ganham importância.
Assim, a competitividade passa pelo desenvolvimento de destinos criativos, que combinem as tradições culturais com a oferta de alojamento e outros serviços turísticos modernos e inovadores.
- Foi criada a “Associação dos Hotéis Rurais de Portugal”, que visa promover e dinamizar, para já, a oferta de 11 unidades TER.
- A associação Naturtejo (Tejo Internacional), candidata GeoParque à UNESCO.
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José Hermano Saraiva apoia o turismo, colaborando na promoção da gastronomia regional, esse elemento fundamental da nossa cultura.
- Novas ligações aéreas entre Lisboa e Madrid, da Vueling Airlines, abrem novas perspectivas para a nossa capital, como destino turístico cultural.
- Casino de Lisboa prevê inauguração dia 19 de Abril de 2006, certos que será mais um importante palco da cultura portuguesa.
- Porto e Norte de Portugal (ADETURN) esteve no Norte de Espanha, entre 10 e 12 de Janeiro, a promover a oferta turística da região.
- Debatida no Porto a “Qualidade, os produtos turísticos e os destinos turísticos”, por iniciativa da Anje e Iscet.

AEVP




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Editorial
A Progestur começa o ano de 2006 a desenvolver vários projectos de âmbito regional, nacional e um em especial, de cariz Ibérico, não esquecendo a internacionalização prevista para a “Máscara em Portugal” que ocorrerá no final do ano em terras do Brasil.
Estamos a desenvolver plataformas de conhecimento, sites temáticos, novas exposições, edições de livros, entre outros projectos, sendo que para todos eles temos o apoio institucional dos organismos que representam a Cultura e o Turismo Português, o que prova o valor destes trabalhos.
Em todos estes projectos, dedicámos uma especial atenção a sua divulgação, não fosse um dos nossos lemas - “Tão importante é fazer a obra como promovê-la”.
Temos contudo, sido afectados pelas dificuldades económicas que o país enfrenta o que, aliado à falta de visão e estratégia de muitos empresários portugueses, que não vêem na nossa cultura uma das melhores formas para a promoção do país e do seu enriquecimento, limita o nosso trabalho e o desenvolvimento dos nossos projectos.
Apoiar a nossa cultura será sempre uma mais valia para a afirmação de Portugal. Quando vejo os grandes grupos económicos patrocinarem autores e obras não nacionais ao mesmo tempo que esquecem os maiores vultos da nossa história cultural, pergunto-me se a obra do nosso Camões será inferior a dos maiores escritores universais, e como Camões, tantos casos poderíamos lembrar da nossa história e da nossa cultura.
Portugal tem um património histórico-cultural riquíssimo, mas teima em desprezá-lo. Repare-se que nos últimos anos temos tido quase exclusivamente eventos importados. Nada nosso.
Esses grandes eventos internacionais são importantes, não digo o contrário, mas poderiam acontecer em qualquer sítio do mundo. O país onde se realiza é cenário de fundo. Não afirmam nem diferenciam a cultura portuguesa no mundo.
Repare-se no caso da nossa vizinha Espanha. Afirma-se com a “fiesta” e o “olé”. A festa de San Fermin, eternizada por Óscar Wild. As celebrações da Páscoa. As ferias como a de Málaga. Os seus pintores, o flamengo e o Dom Quixote. Os museus. As canhas, as tapas e os churros.
E nós? O que estamos há espera para aproveitar melhor a nossa cultura?
Quem foi à Bolsa de Turismo de Lisboa e assistiu à apresentação do Plano Estratégico Nacional para o Turismo, feita pelo Secretário de Estado da pasta, ouviu de certo, a referência à importância da cultura, na carteira dos dez principais produtos turísticos a desenvolver.
Talvez tenha chegado o momento de despertar, e da generalidade dos empresários portugueses do turismo, apostarem em força na nossa cultura como meio de afirmação internacional.
Para a Progestur, essa é já a convicção.
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Entrevista ao Presidente do Instituto de Turismo de Portugal
Dr. Orlando Carrasco
Q: Tem a cultura uma posição importante na procura turística internacional? R: Na procura turística internacional a cultura ocupa, sem dúvida, um lugar cimeiro. A motivação para a viagem de lazer reside na curiosidade, na procura de ver e de conhecer o que é diferente de nós. E o que é diferente de nós traduz-se na concepção e interpretação da arte, visível nos monumentos, civis ou religiosos, na escultura, na pintura, na música. Há também os aspectos da cultura menos tangíveis, que determinam a identidade de cada povo ou de cada nação e se revelam nas tradições, modos de viver, concepções religiosas e outros aspectos sociais que fazem parte dessa necessidade de nos enriquecermos por via do contacto com outras culturas. A ligação do Turismo à Cultura é reconhecida pela Organização Mundial do Turismo que no Código de Ética, aprovado em 1999, refere no Artº 4º que “As políticas e actividades turísticas devem ser desenvolvidas no respeito pelo património artístico, arqueológico e cultural, competindo-lhe a sua preservação e transmissão às gerações futuras”. |

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Q: Considera que a cultura em Portugal tem tido o conveniente aproveitamento turístico? O que falta?
R: Portugal tem uma cultura riquíssima e de uma complexidade muito interessante, que provém da filtragem ao longo dos seus 900 anos de História, da influência romana e árabe, a que se juntaram, a partir do século dos Descobrimentos, múltiplas influências que resultaram do nosso encontro com culturas distantes. Tivemos o mérito de abrir à modernidade o mundo até então medieval e fechado. Não obstante, e excluindo casos excepcionais, nunca valorizámos a nossa riqueza cultural, a nossa original interpretação das grandes correntes artísticas europeias. E isto é válido tanto para o Turismo, como para os bens que produzimos. Faltou-nos orgulho de sermos portugueses. Esta atitude está, felizmente, a mudar e começamos a perceber – também porque o estrangeiro a valoriza - que temos de promover a nossa cultura. E existem já, em várias vertentes culturais e no visível esforço de recuperação do nosso património histórico, sinais muito positivos desta nova atitude.
Q: Quais os principais produtos a desenvolver na oferta turística cultural, do nosso país?
R: Podem-se estruturar e desenvolver, por exemplo, rotas culturais que, inclusivamente, podiam ser vendidas por operadores especializados. Existe, no Alentejo, a Rota do Fresco, operada por uma empresa particular, com o apoio de várias Câmaras Municipais, cujo programa inclui a gastronomia do Alentejo, e que pode servir como um dos modelos possíveis de construção de uma rota temática. Os festivais gastronómicos e culturais de qualidade, quando devidamente promovidos e atempadamente agendados, são seguramente grandes impulsionadores da procura e, na verdade, nos últimos anos várias autarquias têm dinamizado com sucesso este tipo de manifestações. Por outro lado, os serviços prestados nos nossos núcleos patrimoniais têm de ser francamente melhorados com vista à satisfação dos turistas que os visitam. Desde a sinalética – um combate que dura há vários anos - à presença de material informativo em português e, pelo menos, espanhol, inglês e francês, à sinalização de percursos que orientem o visitante no monumento ou no local arqueológico.
Q: Tendo em conta que quando falamos em turismo cultural, estamos muitas vezes a falar de produtos de nicho, quais os canais de distribuição mais adequados?
R: A Internet é, hoje em dia, um dos canais adequados à distribuição do produto cultural e existem programas a nível da União Europeia que estão a trabalhar numa grande base de dados e de metadados dos recursos culturais dos diversos países, no sentido de abrir “janelas” para vários perfis de utilizadores: turistas, operadores especializados, universidades, especialistas, etc.
Existem também os operadores turísticos especializados na temática cultural. Para que possamos aliciá-los a adquirir o nosso “produto”, há que trabalhá-lo conveniente e convincentemente e saber vendê-lo.
Q: Como é que perspectiva um Grande Evento da cultura portuguesa, à semelhança do que existe em Espanha (exemplo da Festa de San Fermin)?
R: Porque, como disse atrás, durante anos não valorizámos suficientemente a nossa cultura, não construímos nenhum evento cultural com projecção a uma escala internacional. A Europália, em 1994 e a Expo 98 tiveram um impacto enorme na mudança de percepção que os estrangeiros tinham da cultura portuguesa. Mas, pela sua natureza, esgotaram-se no tempo. Seria excelente que Portugal pensasse em organizar um grande evento anual ligado à cultura nacional, com grande impacto mediático. Um festival das grandes Descobertas, por exemplo, teria matéria bastante para poder realizar-se todos os anos.
Q: Por último, será a cultura uma vertente importante para a evolução e qualificação do nosso turismo?
R: Não só a cultura é uma vertente importante e mesmo fundamental para a evolução qualitativa do nosso turismo, como o turismo pode revivificar muito do nosso património que, de outro modo, sobreviveria com dificuldade. É absolutamente essencial que Turismo e Cultura percebam que Portugal só tem a ganhar se trabalhem em estreita colaboração. |
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Edição da Bolsa de Turismo de Lisboa 2006
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Teve lugar entre 18 e 22 de Janeiro, mais uma edição da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), na FIL.
Mais uma vez empresas, organismos públicos e outras entidades, se esforçaram para mostrar novidades e o que de melhor temos na oferta turística do nosso país.
Também os expositores estrangeiros marcaram presença, em especial de Espanha e Brasil.
A cultura foi tema forte, através de mostras de artes e tradições trazidas de Norte a Sul do país. Danças e cantares, festas e romarias, mostras de artesanato e gastronomia, foram uma constante.
Na sessão de abertura, com a presença do Ministro da Economia e da Inovação, bem como do Secretário de Estado do Turismo, foi tornado público o Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT).
Nele se anunciam os principais eixos de actuação do Governo para os próximos anos, com a cultura a marcar presença (disponível para consulta no www.iturismo.pt). |
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Encontros na Bolsa de Turismo de Lisboa
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Realizou-se mais uma vez, de 18 a 22 de Janeiro de 2006 na FIL, a edição anual da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL). A feira conta este ano com cerca de 900 expositores assim como o tradicional espaço das tasquinhas, local privilegiado para quem quis provar comida regional portuguesa. Fomos então ao encontro do expositor da Naturtejo, onde conversámos um pouco com o presidente do Conselho de Administração, Eng. Armindo Jacinto. |
Eng. Armindo Jacinto, Presidente da Naturtejo
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A Naturtejo é uma entidade que promove o turismo de um território com elevado potencial e inúmeros factores atractivos. É constituída por seis municípios, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão. Segundo Armindo Jacinto, “constituída por capitais públicos e privados destes municípios, tem na natureza a sua mais importante oferta turística, uma mais valia para o próprio país”.
Com uma marcada diferenciação de conceitos, Armindo Jacinto sublinha que “a Naturtejo diferencia conceitos como Natureza, Cultura, Património Histórico, Desporto na Natureza, Saúde e Bem-Estar e Religião”. É certo que alguns poderiam ser agrupados, diminuindo assim o número de conceitos mas, continua, “temos um território tão rico em todos estes aspectos que faz todo o sentido a diferenciação”.
Desenvolvendo vários projectos, o maior e mais importante da Naturtejo é sem dúvida o Geopark. Com um vasto património geomorfológico, geológico, paleontológico e mineiro “o Geopark é o primeiro candidato em Portugal à rede de geoparques global (...) temos uma estratégia de desenvolvimento que irá proporcionar a todo o território do parque uma povoação e vai com certeza cativar alguns investidores que pretendam ajudar a crescer em oferta e dimensão”, afirma o presidente da Naturtejo.
Em parceria com a Progestur, no projecto “Mistérios da Páscoa em Idanha”, a estratégia consolidada foi considerada um sucesso. Através de uma “inventariação, deu-se o devido valor a um produto do território que foi desaparecendo aos poucos. Esta parceria com a Progestur permitiu consolidar esse produto e recuperar antigas tradições, diga-se a bem da verdade, já extintas em algumas localidades”.
Armindo Jacinto convida-vos a visitar Idanha-a-Nova, isto, “se quiser visitar um território em que a autenticidade e riqueza das localidades e tradições ainda se mantêm”. |
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“Máscara Ibérica”

Sarracin de Aliste, Zamora

Aveleda, Bragança

Sanzoles, Zamora
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A Progestur conta lançar em Junho deste ano a “Máscara Ibérica”, um novo projecto que espera grandioso, pois dará cobertura ao tema no Norte de Portugal e de Espanha, e contará com parcerias nacionais e espanholas, públicas e privadas.
Este projecto, dará sequencia ao trabalho iniciado com “Máscaras em Portugal” e, tal como esta, integra a edição de um livro (bilingue) a ser divulgado em toda a Península Ibérica, uma exposição baseada nas imagens da publicação, complementada com máscaras originais, fatos e utensílios usados nos rituais da máscara, estando também a serem preparados programas de gastronomia, debates e uma forte componente de animação, com a presença de grupos tradicionais oriundos das regiões representadas na obra.
Este trabalho, dedicou a sua pesquisa ás festas Portuguesas de Lazarim (Lamego), e do Nordeste – Transmontano, e as festas Espanholas de Castilla e León (Zamora) e da Galiza (Orense), pretendendo a Progestur manter no futuro a pesquisa e a apresentação de trabalhos noutras zonas da Península Ibérica, pelo que interpretamos este volume como o primeiro de uma colecção.
A Fundação Rei Afonso Henriques, é uma das principais parcerias neste trabalho, estando previsto a inauguração de todo o projecto em Junho na sede da Fundação, em Zamora, com extensão á própria cidade.
O projecto conta ainda com os altos patrocínios e apoios do ITP (Instituto de Turismo de Portugal), Delegação do Ministério da Cultura Norte e por parte de Espanha, da Junta de Castilla e León, da Diputacion de Zamora e de vários municípios. Neste momento, a Progestur está também a desenvolver contactos com as entidades oficiais da Galiza de modo a ter também o seu apoio.
Em meados de Setembro, a Mostra será apresentada em Portugal, mais concretamente nas cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia, numa iniciativa que se pensa, venha a envolver outros municípios.
Na próxima newsletter, iremos apresentar o projecto nas suas varias vertentes e contamos poder confirmar as datas das apresentações. |
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Máscara em Portugal
Entrevista a Eng. Mira Batista
Responsável pelo Pavilhão Nacional,
Exposição Universal em Aichi – Japão 2005
Q: O que achou da Exposição de Aichi?
R: Foi uma exposição mais virada para o público doméstico do que para o exterior, com uma organização demasiado rígida e burocrática e por vezes com falhas. Mas cumpriram os números previstos e como tal pode-se dizer que os objectivos foram alcançados.
Q: E das “Máscaras de Portugal”, especificamente a animação dos caretos e do grupo Tíbia, que apreciação faz?
R: É um projecto interessante, que mostra aspectos da nossa cultura que mesmo nós por vezes desconhecemos (ou de que já nos esquecemos). Os caretos são excelentes para uma animação “de rua” (como foi o caso) e a sua animação e entusiasmo foram contagiantes. |

Caretos de Vila Boa de Ousilhão na Expo 2005 Aichi - Japão
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Q: Pensa que iniciativas como as “Máscaras em Portugal”, claro que no contexto de uma exposição completa de fotografia e materiais, são representativas e podem dignificar a divulgação do turismo português no exterior?
R: Penso que sim. Como disse acima nós temos a tendência para “olhar de esguelha” para certos aspectos da nossa cultura popular e infelizmente muitas das nossas tradições e artesanato podem vir a desaparecer se grupos como o vosso não pegarem neles e os divulgarem. É importante terem um bom suporte gráfico (explicações das tradições, técnicas, etc.) e terem (como tiveram) alguém a fazer demonstrações. Quanto à animação resta saber se têm também grupos que sejam adaptáveis a palco e a exibições interiores.
Q: Tem algum episódio com as “Máscaras em Portugal” que nos queira contar?
R: Infelizmente não tive tanto tempo como queria para contactar com o pessoal, mas a impressão que ficou foi de gente muito simpática, com sentido profissional e muito entusiasmo e alegria o que é importante pois o público sabe captar estas coisas. Estão de parabéns. |
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Site "A Máscara"

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A Progestur, vai lançar o site “A Máscara”, dedicado exclusivamente a temática da máscara. Este site apresentara numa primeira fase as máscaras em Portugal, Galiza e Castilla, e pretende divulgar e promover os rituais e as gentes que mantêm vivas estas tradições.
Em futuras newsletter daremos conta da data em que o site estará online assim como dos nossos objectivos para este projecto. |
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Agenda
Newsletter Especial |
A Progestur, prepara o lançamento de uma newsletter especial exclusivamente sobre o Carnaval tradicional Português.
Esta newsletter abordará o “Entrudo em Lazarim” de uma forma bastante alargada, face ao envolvimento da Progestur no programa deste Carnaval, mas abordaremos também os Carnavais do Lindoso, Vale de Ílhavo, Podence, Vila Boa de Ousilhão e Vinhais. |
"Máscaras em Portugal" em Vila Pouca de Aguiar |
O Município de Vila Pouca de Aguiar e a PROGESTUR apresentaram, no passado dia 28, a exposição MÁSCARAS EM PORTUGAL, na Casa da Cultura de Vila Pouca de Aguiar.
Na variada programação que irá ocorrer, podemos destacar:
- Oficinas de Máscaras e Dramatização, a realizar com o público escolar e pré-escolar, no Mercado Municipal;
- Lançamento do livro Inverno Mágico – Ritos e Mistérios Transmontanos, de António Pinelo Tiza;
- Debate sobre o tema As Máscaras em Portugal, com personalidades de destaque no panorama cultural nacional, entre as quais Benjamim Enes Pereira, Drª Paula Godinho, Drº Pinelo Tiza, Drº Mário Correia;
- Animação de rua e desfile de Caretos com a presença do Grupo de Máscaros de Lazarim;
- Certame Gastronómico com Pratos do Entrudo, destacando-se a feijoada e o cozido, com fumeiro da região;
- Concerto de Entrudo, com repertório de Música Medieval e Cantigas de Escárnio e de Maldizer;
- Baile de Máscaras, com concurso para eleição do melhor Careto Tradicional.
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Caretos de Lazarim

Inauguração da Exposição com a presença do Dr. Domingos Dias, Presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar |
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A Progestur e os Correios de Portugal
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A exposição “Máscaras em Portugal”, através de uma parceria com os Correios de Portugal (CTT), passara a incluir no seu conteúdo exposicional, a apresentação e desenvolvimento da colecção de selos sobre a Máscara assim como a própria colecção, que os CTT lançaram no mercado nacional em 2005.Esta parceria vem enriquecer o conteúdo da exposição e perspectiva o inicio de uma parceria mais alargada tendo em vista a promoção e divulgação das nossas tradições. |
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"Máscaras em Portugal" no Algarve
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A exposição "Máscaras em Portugal", após a presença em Vila Pouca de Aguiar, irá ser exibida a sul do nosso país, no Fórum Algarve. Será a primeira vez que a exposição visita a zona do Algarve, naquela que é a 16ª apresentação da exposição em território nacional.. |
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Viver a lenda do “Couto Dornelas”
Há muito tempo atrás houve em Portugal um ano de grande fome e peste, que também atingiu os habitantes do “Couto Dornelas”.
Foram tantos os mortos que a população aflita implorou a São Sebastião para que os protegesse de tal flagelo. Se a doença se afastasse, se os doentes melhorassem e os animais escapassem, prometiam realizar anualmente a 20 de Janeiro, uma festa onde não faltasse pão e carne para quantos a ela comparecessem. |

Bodo de Couto de Dornelas
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Como o Santo não faltou, cumpriu-se o prometido e assim se fez ao longo dos tempos.
Tendo entretanto a tradição sido esquecida, deixou-se assim a festa de realizar até que no ano de 1809 (ano em que Napoleão, Imperador da França, mandou invadir pela segunda vez Portugal) as tropas entraram por Chaves a caminho do Porto, passando pelas terras do “Couto Dornelas”.
A má fama dos invasores já se tinha espalhado por nossas gentes, que aterrorizados pela iminente invasão e suas consequências, saíram à rua com a imagem de São Sebastião renovando seus votos prometidos no passado longínquo buscando assim sua protecção.
- Se os invasores não entrarem em “Dornelas” faremos todos os anos no dia 20 de Janeiro, uma festa em tua honra onde não faltará comida a toda a gente que a ela vier. -
Diz a lenda, sem qualquer aviso, caiu tal nevão à volta de “Couto Dornelas” que obrigou os franceses a desviarem-se do seu caminho deixando em paz estas gentes. Lenda ou não, a verdade é que se tem mantido a tradição e todos os anos a 20 de Janeiro os habitantes do “Couto Dornelas” renovam a promessa.
Desde então, todos os anos no dia de S. Sebastião, acorram tantos quantos forem que carne, arroz e “Pão Bento” decerto não faltarão.
Acredite-se ou não, vale a pena viver a experiência de um mito e realidade, única de emoções, em cenário de bela paisagem e, sem esquecer, como manda a tradição, de um bocado de “Pão Bento” trazer, que todo um ano aguenta sem que o bolor apareça. |
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Santo Antão – Seixal

Igreja do Seixal, Madeira
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Santo Antão, nasceu no Egipto em meados do século III. Foi um eremita que fez muitos milagres. Patrono da Ordem dos Antoninos, passou a ser protector das doenças de pele.
Iconograficamente é representado como um velho eremita barbudo, com o hábito da Ordem dos Antoninos, tendo a seu lado um porco, porque foi tentado de diversas maneiras pelo demónio, a quem chama “o porco”. A banha do porco era usada como remédio para uma doença de pele que tinha o seu nome (fogo-de-santo-Antão), aliviando os seus sintomas.
A devoção a Santo Antão é muito antiga e terão sido os primeiros colonos que trouxeram esta crença para a Madeira. |
Santo Antão é o padroeiro do Seixal, freguesia do Porto Moniz, desde a sua criação, em 20 de Junho de 1553, sendo comemorada a sua festa a 17 de Janeiro, data da sua morte. Como este dia não é dia santo de guarda, a sua festa com o arraial é transferida para o fim-de-semana seguinte. É nesta altura que muitos seixalenses pagam as promessas.
Pelas ruas estão montadas as barracas de comes e bebes, construídas com paus e enfeitadas com louro. As bandeiras com a Cruz de Cristo, as luzes, as flores de plástico e os postes enfeitados com louro e faias criam um ambiente festivo.
Devido a ser representado com um porco, o povo deu-lhe o significado de protector dos animais domésticos. Antigamente a criação de animais, especialmente a do suíno, era muito importante para a subsistência da população e por isso faziam promessas para proteger a sua saúde. No dia de Santo Antão, durante a missa, o padre dá a bênção para que haja uma boa criação.
No Porto Moniz, com as comemorações deste santo, encerram-se as comemorações do Natal. É uma altura que se aproveita para comer os restos dos doces feitos por essa altura e desmanchar o presépio. Nestes dias, numa espécie de ritual simbólico come-se a linguiça, feita com a carne de porco.
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Arraial da Festa de Santo Antão |
Na Madeira, de uma maneira geral, estas comemorações acabam no dia 15, na festa de Santo Amaro. Excepcionalmente, em São Vicente, Porto Moniz, Caniçal e Câmara de Lobos estas acabam neste
Fim-de-semana, porque se comemoram os seus santos padroeiros.
Dr. César Ferreira, Museu Etnográfico da Madeira |
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